Programa

Dois dias de conferências, workshops, pósteres e debate em torno do ensino numa era de desinformação.

Timeline

Programa do Evento

Consulte as sessões previstas para 9 e 10 de outubro de 2026 e planeie a sua participação.

O programa poderá sofrer pequenos ajustamentos.
  1. 13:00

    Registo

  2. 14:00

    Sessão de abertura

  3. 14:30
    Conferência de abertura

    Eduardo Sá · Universidade de Coimbra e ISPA
  4. 15:30

    Joana Lobo Antunes · Instituto Superior Técnico
  5. 16:00

    Joana Rato · Universidade Católica Portuguesa
  6. 16:30

    Pausa para café

    Sessão de pósteres
  7. 17:00

    Pedro Inácio · Universidade da Beira Interior
  8. 17:30

    Mesa-redonda - O Ensino da Ciência numa era de desinformação

    Moderação: Pedro Inácio
  9. 19:00

    Sessão de pósteres

  10. 20:30

    Jantar do XII Ciclo de Conferências da FC

Programa CCFC - UBI

Eduardo Sá

Universidade de Coimbra e ISPA

Intervenção

Título a anunciar

Orador convidado da sessão de abertura. Programa e biografia a anunciar em breve.
Programa CCFC - UBI

Joana Lobo Antunes

Instituto Superior Técnico

Intervenção

Promoção da literacia científica - sinergias entre cientistas e escolas

Resumo

As Universidades e Unidades de Investigação têm, de forma crescente, tentado responder à vontade popular de ter mais comunicação de ciência feita por cientistas. Esta resposta tem-se materializado em maior presença mediática, maior uso das redes sociais para partilha de conhecimento, mais envolvimento em atividades de contacto directo com públicos (dias abertos, feiras de ciência, noite dos investigadores), bem como ligação com públicos escolares.

A maior parte das vezes, as instituições de ensino superior preferem focar-se em lidar com estudantes do ensino secundário, já perto de fazerem as suas escolhas para a continuidade de percurso académico. No entanto, estudantes do ensino básico, do 1.º ao 3.º ciclo, são públicos que devem ser trabalhados, de forma a promover literacia científica durante todo o percurso escolar. Por outro lado, o apoio aos professores desses ciclos de ensino deve ser também um ponto de ligação entre universidades e escolas, com a disponibilização de formações de actualização de conhecimentos.

Nesta palestra, irei apresentar a experiência do Instituto Superior Técnico na ligação com escolas, e os resultados obtidos.

Palavras-chave

Comunicação de ciênciaEducação informalLiteracia científica

Biografia

Professora no Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, especialista em Comunicação de Ciência, tema sobre o qual ensina, investiga e pratica. Diretora-adjunta para o Presidente do Técnico em Comunicação, Imagem e Marketing, onde lidera as equipas que implementam a estratégia da Escola nessa matéria. Coordenadora de vários projetos de comunicação de ciência premiados, como o programa de rádio diário 90 Segundos de Ciência, o programa multimédia para estudantes do pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico Explica-me como se tivesse cinco anos e o projeto 110 Histórias | 110 Objetos, entre outros. Fundadora e ex-presidente, atual membro, da Rede de Comunicação de Ciência SciComPT.

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Joana Rato

Universidade Católica Portuguesa

Intervenção

Entre cérebros e algoritmos: Práticas educativas à luz das ciências cognitivas

Resumo

Nos últimos anos, o estudo sobre a estrutura e o funcionamento do cérebro tem produzido conhecimento que merece ser considerado pelos profissionais de educação. No entanto, cresce também a necessidade de integrar diferentes saberes para que esse conhecimento tenha aplicabilidade em contextos educativos. A transdisciplinaridade e a translação de conhecimento surgem como propostas para travar a disseminação de mitos já identificados em contextos escolares. Neste processo, a colaboração ativa dos professores é indispensável, não apenas como destinatários da investigação, mas como parceiros na sua interpretação e aplicação, contribuindo para que a ciência esteja cada vez mais presente e fundamentada nas decisões pedagógicas.

Palavras-chave

Ciências cognitivasTranslação de conhecimentoMitos educativos

Biografia

Professora Associada na Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa e investigadora integrada no Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, onde dinamiza o grupo de trabalho Mente, Cérebro e Educação.

É psicóloga, doutorada em Ciências da Saúde com pós-doutoramento em Ciências da Educação. Escreveu o ensaio Mente, Cérebro e Educação (2023, FFMS) e, em coautoria, os livros Quando o Cérebro do Seu Filho Vai à Escola (2017) e Neuromitos (2020, Contraponto). Tem aliado a investigação à divulgação da ciência transdisciplinar.

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Pedro Ricardo Morais Inácio

Faculdade de Engenharia da UBI · Instituto de Telecomunicações

Intervenção

Vendo não acredito, acreditando não vejo!

Resumo

Até há algum tempo, a maior parte do conteúdo que consumíamos na Internet era real ou espetacularmente falso, no sentido em que até a intuição servia para distinguir um do outro. Atualmente, desconfiamos tanto do conteúdo falso como do verdadeiro (e, por vezes, até mais do conteúdo verdadeiro). Esta é talvez uma das facetas mais nefastas da inteligência artificial generativa. Aconteceu até, um dia, ao palestrante pedir a um chatbot que lhe gerasse um abstract do artigo em que descrevia a solução para um problema matemático intratável, tendo o resultado sido tão bom… que ele próprio acreditou, por alguns momentos, que havia conseguido. Foi uma desinformação boa por alguns momentos.

Esta palestra servirá de veículo para o relato de uma ou outra peripécia semelhante à anterior, na esperança de que também motive a reflexão sobre o tema em análise. Para que se mantenha o equilíbrio, tentar-se-á contrapor todos os maus exemplos com boas utilizações e toda a desinformação com alguns factos; mas sem promessas de que este objetivo será atingido.

Palavras-chave

DesinformaçãoInteligência Artificial GenerativaCiência

Biografia

Pedro Ricardo Morais Inácio é professor associado do Departamento de Informática da Universidade da Beira Interior (UBI), onde leciona unidades curriculares relacionadas com (ciber)segurança e garantia da informação. É atualmente Vice-Reitor para a Estratégia Digital, Gestão da Informação e dos Recursos Humanos e o Data Protection Officer (DPO) da UBI.

Tem uma licenciatura pré-Bolonha em Matemática Informática e um Doutoramento em Engenharia Informática. É membro sénior IEEE, associado ACM e investigador sénior do Instituto de Telecomunicações (IT). É coordenador do grupo Network Applications and Services - Cv (nas-cv) e do laboratório Secure and Intelligent Networked Software Systems (sins-lab). Tem cerca de 100 publicações em livros, revistas e conferências científicas internacionais com revisão por pares e revê com frequência para revistas IEEE, Springer, Wiley e Elsevier. É membro regular do Comité Técnico de diversas conferências e seminários de referência nacionais e internacionais, como a ACM SAC, a IEEE NCA, a IFIPSEC ou a ARES. É atualmente Editor Sénior da revista IEEE Access.

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Luís Pereira dos Santos

Presidente do Conselho Diretivo do EduQA, I.P.

Intervenção

Avaliação das aprendizagens: contributos para um paradigma de inclusão na educação

Resumo

A avaliação das aprendizagens é muitas vezes equacionada de uma forma muito redutora, sendo associada a um balanço final do processo de aprendizagem. Nessa perspetiva, perde-se o seu papel essencial enquanto instrumento de monitorização e orientação do ensino e da aprendizagem. A avaliação deve constituir-se como um elemento estruturante, permitindo identificar dificuldades e ajustar práticas, contribuindo para uma maior equidade e inclusão. Nesse contexto, a avaliação formativa assume particular relevância, ao fornecer informação de qualidade a professores, alunos e encarregados de educação, possibilitando intervenções pedagógicas mais eficazes e direcionadas.

Palavras-chave

AvaliaçãoAvaliação externaInclusãoMonitorização

Biografia

É Licenciado em Ensino da Física e Mestre em Didática das Ciências pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Foi professor de Física e Química e Vice-Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária da Cidade Universitária. Foi técnico da assessoria técnico-pedagógica do Júri Nacional de Exames, Chefe de Divisão de Formação de Professores e Diretor de Serviços de Recursos Multimédia na DGIDC, e Presidente do Júri Nacional de Exames de 2011 a 2019. Exerceu o cargo de Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE) de 2019 a 2025 e exerce atualmente a presidência do Conselho Diretivo do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, I.P. (EduQA).

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Carla Morais

Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Intervenção

Ciência Cidadã na Educação em Ciências numa era de desinformação

Resumo

A ciência cidadã oferece contextos diversificados para a aprendizagem das ciências e pode contribuir de forma significativa para a democratização da ciência. Embora represente oportunidades importantes, a sua integração em contextos educativos também traz desafios que importa reconhecer e ultrapassar. Num momento em que a ciência cidadã se afirma como um motor de renovação pedagógica, promovendo colaboração, co-criação e partilha de conhecimento, esta palestra apresenta uma breve caracterização do conceito, discute potencialidades e desafios para a educação em ciências e permite aos participantes tomar contacto direto com projetos de ciência cidadã.

Palavras-chave

Ciência cidadãEducação em CiênciasDemocratização da CiênciaColaboração e co-criação

Biografia

É licenciada em Química, Mestre em Educação Multimédia, Doutorada e Agregada em Ensino e Divulgação das Ciências pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. É Professora Auxiliar com Agregação e membro da Unidade de Ensino das Ciências nessa Faculdade. É membro da Comissão Coordenadora do Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto e coordenadora do grupo de investigação «Educação, Comunicação de Ciência e Sociedade». É diretora do Programa Doutoral em Educação e Divulgação das Ciências. As suas áreas de interesse incluem o desenvolvimento profissional e as práticas pedagógicas de professores de Física e Química; os modelos e processos de divulgação do conhecimento científico e o envolvimento e participação dos cidadãos na Ciência; e as ecologias tecnológicas e digitais no ensino e na divulgação das Ciências.

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